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As cirurgias minimamente invasivas por via laparoscópica são usadas com segurança para muitos procedimentos abdominais e possibilitam uma série de vantagens, tais como a recuperação mais rápida da função intestinal, melhor resposta imunológica e alta hospitalar e retorno às atividades de trabalho, mais rápida para o paciente.


Entretanto, a aplicação de todas estas vantagens para o tratamento dos tumores na chamada cirurgia oncológica era uma questão controversa.


Isto porque sempre houve a preocupação com a piora dos resultados do tratamento quando comparado à cirurgia convencional (de corte).


Para pacientes com câncer, existiam dúvidas sobre as implicações imunológicas da cirurgia laparoscópica, a reprodução da radicalidade da cirurgia de corte reproduzida por técnicas laparoscópicas e principalmente o risco de recidiva da doença e o impacto negativo na sobrevida.


Na medida em que os estudos a nível mundial foram sendo realizados e a experiência com a cirurgia minimamente invasiva, seja por laparoscopia ou ainda utilizando a plataforma robótica foram aumentando, as dúvidas de que este método de tratamento é seguro e apresentam pelo menos as mesmas vantagens da aplicação nas cirurgias benignas, foram sendo esclarecidas.


Considera-se ainda que a recuperação mais precoce da cirurgia laparoscópica oncológica, permite que o paciente inicie outras etapas do tratamento mais precocemente.


Os estudos em grandes centros de cirurgia oncológica indicam que um dos fatores mais importante para o resultado do tratamento laparoscópico é a experiência do cirurgião em realizar procedimentos minimamente invasivos.


Câncer de Estômago

O câncer gástrico (do estômago) é uma causa significativa de morbidade e mortalidade por câncer nos Estados Unidos, com uma estimativa de aproximadamente 30 mil novos casos por ano. A incidência de câncer gástrico está aumentando, particularmente entre pessoas mais jovens. Apesar disso, mais cânceres gástricos estão sendo identificados em um estágio mais precoces, potencialmente permitindo abordagens menos invasivas ao tratamento, baseados na cirurgia laparoscópica.


O tratamento do câncer gástrico é baseado na retirada cirúrgica do estômago acometido pela doença, mas tanto a quimioterapia quanto a radioterapia podem ser utilizados para o melhor resultado do tratamento a ser oferecido.


A indicação do tipo de tratamento e do momento em que ele será oferecido deve ser discutido com o cirurgião oncológico, o oncologista clínico e o radioterapeuta, que trabalham em conjunto para esta definição.


A retirada do estômago pode se feita em sua totalidade (gastrectomia total) ou apenas uma parte do estômago (gastrectomia parcial). Esta necessidade será definida pelo cirurgião oncológico baseado tanto na parte do estômago acometido quanto no tamanho do tumor.


Tanto a retirada total do estômago quanto a retirada parcial podem ser feitas através da cirurgia minimamente invasiva.


A gastrectomia minimamente invasiva tornou-se o padrão de tratamento nos países onde uma maior incidência de câncer gástrico e os programas de diagnóstico precoce contribuem para uma alta detecção de câncer gástrico em estágio inicial.


Gastrectomia Parcial e câncer gástrico precoce

Com relação à gastrectomia parcial, vários estudos mostram que a está associada à diminuição da perda sanguínea intra-operatória, diminuição dos escores de dor e tempo de permanência, melhor qualidade de vida e maior tempo operatório , principalmente em pacientes com tumores iniciais.


No geral estes estudos apontam que existe menor morbidade, menores escores de dor, retomada mais precoce da dieta oral e menor tempo de internação, bem como significativamente menos complicações e resultados oncológicos equivalentes.


Câncer gástrico avançado e gastrectomia total

Com a experiência crescente nos bons resultados do uso de gastrectomia minimamente invasiva para câncer gástrico precoce, os cirurgiões levaram a sua crescente aplicação no tratamento de câncer gástrico avançado.


Vários estudos também sugerem que a gastrectomia assistida por laparoscopia está associada à menor perda sanguínea, menor tempo de internação e dor, diminuição das complicações pós-operatórias precoces e nenhuma diferença na sobrevida global em comparação com gastrectomia convencional ( de corte), demonstrando que a cirurgia minimamente invasiva é segura, também, para o tratamento do câncer gástrico avançado.


Em resumo, a avaliação de pacientes caso a caso é fundamental para alcançar os melhores resultados da gastrectomia minimamente invasiva.


A experiência do cirurgião oncológico é fundamental para esta análise. Ele vai considerar o tamanho e localização do tumor, além de cirurgia abdominal prévia que pode ocasionar aderências intra-abdominais que limitem a cirurgia laparoscópica.


Na medida que a experiência cirúrgica com técnicas minimamente invasivas cresce e a tecnologia avança, está ficando claro que ressecções minimamente invasivas podem desempenhar um papel importante no tratamento de pacientes com câncer gástrico bem selecionados.


As indicações para essa abordagem continuam a avançar e podem proporcionar benefícios para todos os pacientes, não apenas em tempos de recuperação mais rápidos e outros benefícios minimamente invasivos, mas talvez até mesmo em termos de menos complicações e início mais rápido dos tratamentos adjuvantes recomendados.


Cólon e Reto

O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto.


A estimativa de casos novos no Brasil em 2018 gira em torno de 36.000 novos casos.


É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.


Ele pode se dividir de acordo com o local do cólon que encontra-se comprometido. Na parte compreendida do lado direito ou do lado esquerdo, e ainda colonascendente, cólon transverso, cólon descendente, colón sigmóide e reto. Esta divisão anatômica será fundamental para o planejamento da operação a ser realizada, embora a técnica laparoscópica seja capaz de retirar qualquer parte do intestino grosso e do reto, ou até mesmo de todo o intestino grosso em casos especiais, elas vão variar em complexidade.


O câncer colorretal, em sua grande maioria, tem sua origem na formação de pólipos intestinais. Os pólipos inicialmente são lesões benignas, que crescem na parede do cólon e, quando associados a modos de vida não saudáveis e predisposição genética, podem, com o passar do tempo, transformar-se em câncer. Na grande maioria das vezes os pólipos não causam sintomas, portanto, o modo de prevenir o câncer de cólon deve incluir consulta ao seu médico para que sejam solicitados os exames necessários.


Os fatores de risco para o câncer colorretal mais frequentes são, o hábito de fumar, ingerir bebidas alcoólicas com frequência, ter obesidade, ser sedentário e possuir hábitos alimentares inadequados, consumindo carnes (frituras, grelhadas ou churrasco) e consumindo pouca quantidade de frutas, legumes, verduras e cereais integrais.


O tratamento dos pólipos, na maioria das vezes, é realizado através da colonoscopia, evitando assim a cirurgia.


O tratamento do câncer de cólon é baseado na cirurgia. Alguns casos também podem ter indicação de quimioterapia, e o cirurgião oncológico poderá definir em conjunto com o oncologista clinico as melhores alternativas de tratamento.


A maioria dos cirurgiões concorda com a superioridade das técnicas minimamente invasivas para o tratamento dos tumores do cólon, portanto a cirurgia laparoscópica será a primeira opção de tratamento cirúrgico nos tumores colorretais.


Tem sido demonstrado que a laparoscopia melhora significativamente a recuperação pós-operatória e a satisfação do paciente, encurta o tempo de internação e reduz as taxas de complicações e readmissão, com resultados similares em comparação à cirurgia aberta para neoplasias.


Em mãos experientes, a cirurgia laparoscópica para câncer de cólon tem resultados semelhantes aos da cirurgia aberta e vantagens em curto prazo. O cirurgião oncológico com experiência em cirurgia de cólon laparoscópica pode, oferecer com segurança essa opção.


Em alguns casos de tumores mais avançados, ou ainda nos casos de cirurgia de urgência quando o tumor de cólon ocasiona uma obstrução intestinal, a cirurgia convencional poderá ser necessária.


Quando os tumores acometem a parte distal do intestino grosso (Reto), a indicação do tratamento cirúrgico minimamente invasivo se mantém. Nestas situações o tratamento pode se basear em cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sendo que é muito importante a avaliação pré-tratamento no sentido de preservar a função da evacuação.


Os trabalhos científicos realizados apontam no sentido dos benefícios do tratamento laparoscópico, com menor perda sanguínea, retorno precoce à alimentação oral, menor uso de medicação para dor e menor tempo de internação.


Como em todos os tratamentos cirúrgicos, a experiência do cirurgião será fundamental para o melhor resultado do tratamento.


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